sábado, 26 de janeiro de 2013


Adoção de animal por impulso é uma das principais causas de abandono dos animais


Um número expressivo degatos e cachorros é abandonado pelos tutores, um fato que chama a atenção é que o abandonado está ligado em muitos dos casos a falta de consciência do tutor que adota um animal por impulso, sem analisar a real consequência da adoção. A aquisição de um animal envolve compromisso. Com o bichano, surgem responsabilidades que muitas vezes são ignoradas pelo tutor, os animais necessitam de um ambiente e de espaço adequados.
Aldonei Luiz Bonfim, ou Dognei, como é conhecido, é funcionário do Canil Municipal de Guarapuava, no Paraná, e há cinco anos se dedica aos casos de abandono e maus-tratos. “Hoje já foram dois cães atropelados, e há casos em que os tutores abandonam não se prontificam a socorrer o animal e nem buscar por ajuda, para não ter gastos com o veterinário”, contou o funcionário.
A lei 9.605/1998, de crimes ambientais, é a principal legislação de proteção aos animais, na qual se prevê pena de três meses a um ano e multa em caso de prática de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de animais silvestres, domésticos ou domesticados. De acordo com Aldonei, nem sempre isso impede que os maus-tratos aconteçam. “É por isso que, além da lei de proteção, há um trabalho intenso de conscientização”.
A campanha Vidacão, realizada pelos meios de comunicação de Guarapuava, tem como último tema da campanha “a guarda responsável”. A guarda responsável prevê que o tutor cumpra algumas recomendações indispensáveis. “Se você é tutor do cachorro, ele está sob sua responsabilidade. Ele deve estar seguro, deve ter uma casinha para ele e estar para dentro do portão da sua casa. De forma que ele não escape, e não vá para a rua”, explica Aldonei.
No Canil Municipal, há um ano, são implantados microchips nos cães doados pela Spag. Só em 2012, foram quase 800 animais doados já com os microchips que contêm informações sobre o responsável pelo animal. É uma boa forma de localizar os tutores desses animais que foram adotados e logo depois abandonados novamente.
A guarapuavana Viviane Kramer, de 17 anos, dá um exemplo de como é possível mudar a história de um cão através do carinho e da guarda responsável. No fim de 2012, a adolescente adotou o Magrão, que foi atropelado no ano passado e teve fratura exposta na pata esquerda dianteira, mas ficou machucado, abandonado e sem comida por alguns dias, até ser encontrado pela equipe do Canil Municipal, no mês de agosto. De tão magro, não conseguia ficar de pé.
Dognei iniciou, logo após a cirurgia que retirou a pata do cão e os cuidados de veterinários necessários, uma campanha pela internet em busca de um lar para o cachorro, visto que não queria levá-lo para o canil, onde poderia sofrer com a convivência com os outros animais, devido à sua deficiência. A família de Viviane adotou Magrão em dezembro, ele agora tem uma casinha, coleira, comida e, principalmente, muito afeto. Ele se tornou um companheiro faceiro e corre sem parar.
Fonte: Anda

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